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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas / Rótulo


Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas
Marcus V. Locatelli
Engenheiro agrônomo, Mestre e Doutor em Solos e Nutrição de Plantas
Especialista em Proteção de Plantas
Orquidófilo há mais de 20 anos
Contato para adquirir Whatsapp 035999744252

Já apresentamos o Nutriorqui na postagem passada (LINK AQUI), seguem algumas informações de rótulo.
Fertilizante mineral de composição mista e com alto teor de carbono orgânico. Possui macro e micronutrientes compatíveis com as exigências nutricionais das orquídeas, sendo suficiente como único fertilizante durante todo seu ciclo de vida. Produto comercial concentrado, sem adição de água.
Contém exclusivo indicador de pH que, após a diluição em água, faz com que a mistura final se apresente na coloração vermelha-alaranjada quando a acidez é ideal (pH entre 5 e 7). Ficando amarela, então mais alcalina (pH maior do que 7), pode-se optar em utilizá-la assim mesmo, ou buscar orientações para ajustes.
Modo de usar: irrigar as plantas previamente, diluir 3 g (ou aproximadamente meia colher de café) para cada litro de água, aguardar alguns minutos para diluição e estabilização da cor e em seguida pulverizar as plantas. Atenção em atingir todas as superfícies de raízes e de substratos. Também pode ser adicionado na caixa d’água de irrigação automática. Repetir a operação quinzenalmente ou, em situações de regas muito frequentes, de maneira semanal.
EM PROCESSO DE REGISTRO.



quarta-feira, 27 de maio de 2020

Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas


   Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas
Marcus V. Locatelli
Engenheiro agrônomo, Mestre e Doutor em Solos e Nutrição de Plantas
Especialista em Proteção de Plantas
Orquidófilo há mais de 20 anos
Contato para adquirir Whatsapp 035999744252

Olá pessoal, gostaria de lhes apresentar o Nutriorqui, fertilizante para orquídeas que a gente vem desenvolvendo há muitos anos.
A formulação partiu de estudos científicos sobre a nutrição mineral de orquídeas, o que incluiu muitos dados de análises químicas de suas composições além de outras ponderações técnicas. Foi testado e já é usado há 4 anos no Orquidário Walkeriana Donato, ou seja, em condições reais de cultivo comercial, abrangendo muitas plantas em todas as fases de vida.
Por este contexto, e pelos resultados obtidos, afirmamos que consiste no mais recente avanço em nutrição equilibrada para orquídeas em especial as do grupo das cattleyas, e com seu uso vem sendo alcançado as melhores referências agronômicas em precocidade e vigor que se conhece.
Tais ganhos consistem em diminuição do tempo necessário para seedlings florescerem pela primeira vez, alto incremento de tamanho a cada brotação, elevada taxa de permanência das folhas mais velhas da touceira, maior tolerância das plantas a replantios e outros estresses, além de excelente estado fitossanitário.
Ressalta-se que não só a nutrição é responsável por esses resultados, o mérito é do cultivo como um todo, no entanto, sem uma nutrição adequada esses resultados não são obtidos.
É um adubo de composição mista, possui todos os macronutrientes e micronutrientes necessários, é o mais concentrado do mercado, ou seja, dentre todos os outros fertilizantes é o que possui maior teor de nutrientes totais, então não é necessário complementar com nenhum outro tipo de suplemento nutricional, foi desenvolvido para ser suficiente sozinho.
De maneira EXCLUSIVA para fertilizantes destinados às orquídeas, sua formulação possui substâncias com forte tampão de pH para a faixa do ideal (entre 5 até menor do que 7) além de uma substância indicadora de pH (corante) que após diluição em água muda de cor conforme o pH final desta solução. Combinado a isso, também EXCLUSIVOS componentes orgânicos complexos, os quais auxiliam na absorção e transporte de nutrientes dentro das plantas, uma tecnologia de ponta, que ajuda até mesmo a mitigar, até certo limite, históricos de adubações desequilibradas e desbalanceadas mesmo nas partes mais velhas das orquídeas.
Não contém água adicionada na formulação comercial, deste modo o cliente tem a vantagem de levar um insumo concentrado e não pagar pelo transporte de peso desnecessário.
EM PROCESSO DE REGISTRO.

Algumas  fotos de seus resultados no Orquidário Donato, de Poços de Caldas/MG:

  • Seedlings de Cattleya walkeriana com cerca de 3 meses após saídos dos frascos.




  • Seedlings de Cattleya walkeriana com menos de 2 anos após saídos dos frascos.






  • Seedlings e adultas de Cattleya walkeriana com menos de 3 anos após saídos dos frascos.





  • Pseudobulbo de Cattleya nobilior bem nutrido, boa reserva nutricional, rebrotando de maneira excepcional

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sobre a Hoffmannseggella liliputana (Pabst) H.G.Jones

Pequena espécie que ocorre nos campos rupestres ferruginosos e quartizíticos no Quadrilátero Ferrífero, e suas intermediações.

Tem como basinômio (a denominação que a espécie recebeu em sua primeira descrição científica) Laelia liliputana Pabst, e como homotípicos (sinônimos para a mesma planta tipo, ou referência, descrita no basinônimo) Hoffmannseggella liliputana (Pabst) H.G.Jones, Sophronittis liliputana (Pabst) van den Berg & M.W.Chase e Cattleya liliputana (Pabst) van den Berg.

A razão de eu preferir utilizar o nome Hoffmannseggella liliputana, assim como Hoffmannseggella caulescens e Hoffmannseggella crispata será abordada em um post futuro.

Hoffmannseggella liliputna florida no habitat campo rupestre quartizítico.
A espécie foi descrita em 1973, e até então se acreditava tratar da menor espécie deste grupo de plantas, as outrora Laelias rupícolas, e seu nome "liliputana" foi dado em alusão dos liliputeanos, pequeno povo habitante da ilha Liliput do romance satírico As Viagens de Gulliver,  do escritor irlandês Jonathan Swiftescrito em 1726.

Gulliver sendo amarrado pelos liliputeanos.
Sob o Sol pleno o fitômero rizoma + pseudobulbo + folha normalmente não passa de 1,5 cm de comprimento, podendo quase triplicar esta medida quando a planta estiver sombreada, no entanto, nessas condições ela apenas vegeta e não floresce.

Hoffmannseggella liliputana ssob Sol pleno associada a Acianthera teres.
Hoffmannseggella liliputana sombreada.
Em campos rupestres quartzíticos geralmente os indivíduos estão muito bem encaixados nas frestas das  rochas, ou sobre a camada de detritos e fibras nas bases das canelas-de-ema (Velloziaceae) arbustivas. Já em campos rupestres ferruginosos elas também ocorrem nessas condições, e quando a canga tem a superfície mais rugosa e porosa ela se alastra de maneira mais homogênea, e sem restrição, mas em habitats alterados, que passaram a presenciar microclimas mais secos nota-se, não só pelas outras espécies vegetais associadas (fitossociologia), que as Hoffmannseggella liliputana estão definhando, apresentando uma proporção maior de pseudobulbos secos e, quando ainda vivos, desfolhados, refletindo acentuada translocação de recursos, em especial água, das partes velhas para as brotações.

Hoffmannseggella liliputana em campo rupestre quartzítico, alocada em uma pequena fresta.


Hoffmannseggella liliputana em campo rupestre ferruginoso, alastrando-se sobre canga porosa e úmida. Mais pseudobulbos vivos e folhados.
Hoffmannseggella liliputana sobre camada orgânica na base da Vellozia compacta.


Hoffmannseggella liliputana sob Sol pleno em campo rupestre ferruginoso, variante canga porosa, experimentando um microclima mais seco do que quando foi estabelecida, muitos pseudobulbos secos no indivíduo, acentuada translocação de recursos, especialmente água.
São plantas de elevada altitude, das maiores encontradas no Quadrilátero Ferrífero, pessoalmente já encontrei populações na faixa entre 1300 e 1550 m de altitude.

Sua morfologia é bastante plástica de acordo com o ambiente, suas folhas, sempre bastante suculentas, sob Sol pleno tendem à forma largo-elíptica ou elíptica, e quando mais sombreadas assumem forma lanceolada, mas em ambos os casos com o ápice atenuado, bastante suculentas e sempre eretas para diminuírem a captação da intensidade luminosa (algo já comentado aqui http://mvlocatelli.blogspot.com.br/2008/05/epidendrum-fotossntese-e-saturao.html). Sob Sol pleno seus pseudobulbos são esféricos, e vão se alongando para fusiformes conforme se aumenta o sombreamento. A inflorecência comumente uniflora, embora eventualmente sejam vistos duas a três flores no racimo, geralmente com todos os pedicelos saindo abaixo da altura das folhas, deste modo os pedicelos são mais compridos do que o próprio pendúnculo.

Mas as características mais marcantes na liliputana, e que lhe são únicas dentre todas as laelias rupícolas e cattleyas de modo geral, é o fato de suas flores sempre apontarem para cima (a Brasilaelia virens  tem um pouco disso, mas bem menos acentuado), como uma tulipa, e seus frutos serem eretos, devido ao pendúnculo e pedicelo mais resistentes, ecologicamente indicando uma projeção das flores para serem vistas, e dos frutos para disseminarem sementes com o vento, acima das frestas que comumente estão encaixadas. Casos os indivíduos apresentem essas características de maneira mais branda certamente se tratam de híbridos, naturais ou artificiais.

Indivíduo típico de Hoffmannseggella liliputana em cultivo: flores voltadas para cima, pedicelos longos e normalmente inseridos abaixo do ápice das folhas.

Outro indivíduo típico de Hoffmannseggella liliputana em cultivo: flores voltadas para cima, pedicelos longos e normalmente inseridos abaixo do ápice das folhas.
Como podem ter notado pelas fotos eu as cultivo em brita 0, ou pedrisco, em vaso plástico ou em vaso de barro, sob uma sobra de no máximo 50 %, irrigando de uma a 3 vezes por semana, e tenho tido sucesso assim.

Inflorescência de indivíduo típico de Hoffmannseggella liliputana com dois botões, inserção dos dois pedicelos abaixo da altura da folha.

Fruto ereto da Hoffmannseggella liliputana comprimida em uma fresta, projeção do fruto para melhor espalhar as sementes.

Fruto ereto da Hoffmannseggella liliputana, mesmo não tão comprimida em uma fresta.
Indivíduos de Hoffmannseggella cf. regentii (à esquerda) e de Hoffmannseggella liliputana (à direita), evidenciando que o caráter ereto do fruto da liliputana lhe é único, mesmo comparada com outras espécies simpátricas e de tamanhos equivalentes.
Aparentemente não há uma época de florescimento característica para a espécie, tanto em cultivo quanto nos habitats é possível ver indivíduos floridos ao longo do ano todo, o que as torna com um elevado potencial de hibridização com espécies simpátricas (que compartilham a mesma distribuição geográfica) do mesmo grupo, como com a Hoffmannseggella caulescens resultando no híbrido primário Hoffmannseggella ×meyerii K.G.Lacerda, dentre outros novos que estou por descrever. Quando as Hoff. liliputanas e caulescens ocorrem juntas é sempre difícil identificar nas intermediações indivíduos puros, ou seja, aqueles não hibridizados, em qualquer nível devido a retrocruzamentos com uma das duas espécies progenitoras, resultando no que denomina-se enxame de híbridos, com indivíduos com diversos níveis de introgressão (hibridação, retrocruzamento e estabilização de tipos resultantes dos retrocruzamentos pela seleção).

Hoffmannseggella ×meyerii em flor, flores projetadas para cima, herança da Hoff. liliputana.
Hoffmannseggella ×meyerii com pseudobulbos e folhas arredondados, herança da Hoff. liliputana, embora a flor não seja tão projetada para cima.
Hoffmannseggella ×meyerii em cultivo, neste há bastante herança da Hoffmannseggella liliputana, evidente pelo porte diminuto da planta, haste floral curta e flor voltada para cima.
Oficialmente na lista do Livro Vermelho da Flora de Minas Gerais (2007) a Hoffmannseggella liliputana está listada como deficiente de dados (DD) para sua categorização quanto ao nível de ameaça que esta planta corre na natureza. 

É uma espécie de pequena distribuição geográfica, pelo que já vi em exsicatas muitas vezes é determinada erroneamente em levantamentos florísticos, e ocorre, principalmente, em campos rupestres ferruginosos, passíveis de destruição para a extração do minério de ferro a qualquer momento, conforme subir a  demanda do mineral no mercado mundial, então é sim uma espécie ameaçada. Outra ameaça eminente são os incêndios em seu local de ocorrência, atualmente resido em meio deles e posso dizer que a cada ano são mais severos.

Havendo abertura de novas áreas para mineração, dentre as condicionantes ambientais exigidas pelos órgãos ambientais para implantação da atividade há o resgate de flora impactada, no entanto há uma limitação muito grande de técnicos competentes para tal, não só para a correta determinação desta e de outras espécies, mas também para o seu manejo, envolvendo acondicionamento, cultivo e reintrodução, menos ainda para a sua multiplicação.

Particularmente por muitos anos atuei como consultor na Mineradora Vale S.A. nesses segmentos, onde com muito orgulho promovi grandes avanços neste tema, diante de um fracasso histórico desta e de outras empresas. Aliado a isso projetei, implantei e treinei pessoal para o primeiro laboratório de micropropagação de plantas voltados para este fim.

Vitroplantas de Hoffmannseggella liliputana obtidas em laboratório de propagação in vitro.

Tamanduá-mirim em habitat de Hoffmannseggella liliputana na região de Ouro Branco/MG.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Monografia de pragas e doenças em orquidários finalizada - link para baixá-la aqui

Oi pessoal, 

muito obrigado por terem me ajudado respondendo as questões do questionário sobre pragas e doenças nos seus orquidários (mencionado neste post http://mvlocatelli.blogspot.com.br/2013/12/pragas-e-doencas-de-orquideas.html).



As contribuição de vocês foram muito enriquecedoras, as mesmas possibilitaram a visualização de um desenrolar sem fim de cenários e informações variadas, no entanto, neste primeiro momento, me contive em atender as exigências do curso de especialização em proteção de plantas que acabo de concluir.

A partir do endereço de email que muitos deixaram no questionário já enviei a monografia concluída, no entanto, alguns desses emails voltaram, provavelmente por algum erro de digitação do endereço correto, para esses que não receberam, e para os demais que tenham interesse, deixo aqui o link (https://drive.google.com/file/d/0B5I6PzPZfhovWENwTzVzaWFnNkE/edit?usp=sharing) para que acessem a versão final da minha monografia intitulada: PRAGAS, DOENÇAS E SEUS CONTROLES NO CULTIVO DE ORQUÍDEAS – CULTIVO COMERCIAL E CULTIVO AMADOR.

É um texto rápido, com colocações simples e panorâmicas, mas é um norte, não havia algo do tipo para o Brasil.

Por exemplo, há somente uma doença de orquídeas que possui produtos defensivos registrados/permitidos pelo Ministério da Agricultura, o que de certa forma nos coloca desarmados, não de produtos para o uso, que como todo mundo sabe há muitas opções facilmente adquiridas por aí, mas pela limitação de informações quanto ao uso desses, em se tratando de doses, periodicidades e finalidades. Através de estudos deste tipo é que se começa a movimentação para se tapar esses buracos.

A disposição, 

Marcus




sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pragas e doenças de orquídeas - Questionário

O questionário abaixo diz respeito a uma parte da minha monografia para conclusão do curso de especialização em Proteção de Plantas, na Universidade Federal de Viçosa.

Dentre os objetivos, estão: levantar quais as pragas mais importantes que assolam a orquideocultura brasileira, e o que vem sendo feito no controle das mesmas; propor ajustes horticulturais como medidas de controle de pragas, e; dar o devido retorno de informações à sociedade orquidófila que está contribuindo com este trabalho.

Peço que faça a gentileza de responder, pois é o primeiro levantamento deste tipo de informação na orquidofilia brasileira.

Para auxiliar no questionário segue um guia ilustrado com fotos dos principais sintomas de pragas, doenças, desordens nutricionais, queimaduras de Sol nas folhas, vírus, algas, líquens, líquens e ervas daninhas que atrapalham o desenvolvimento das orquídeas.

A correta interpretação dos sintomas é crucial para o controle eficiente de pragas, que necessariamente se inicia com a identificação do problema, ou seja, sendo pragas, doenças, desordens nutricionais, queimaduras pelo Sol, etc. as medidas de controle são diferenciadas.

sintomas do ataque do inseto tripes

pulgões atacando flores e brotações de orquídeas
sintomas do ataque do percevejo-das-orquídeas (Tentecoris bicolor)

outros insetos que podem atacar diferentes órgãos das orquídeas


algas, líquens e musgos que atrapalham o desenvolvimento das orquídeas

sintomas do ataque do mofo-cinzento nas flores de orquídeas

ervas daninhas infestando vasos de orquídeas

podridões fúngicas em brotos, pseudobulbos, folhas e plantas inteiros em vasos coletivos de orquídeas

sintomas do ataque de caramujos/lesmas nas raízes e flores de orquídeas

sintomas de manchas foliares causadas por diferentes espécies de fungos que atacam as orquídeas

sintomas comprovados de vírus (Phalaenopsis, canto superior à esquerda) e de prováveis infestações de vírus

Sintomas e sinais de ataque de cochonilhas nas folhas e pseudobulbos de orquídeas

Sintomas do ataque de ácaros nas folhas de orquídeas


sintomas de queimadura solar pela incidência direta nas folhas das orquídeas

sintomas visuais de deficiências nutricionais nas orquídeas
PARA ACESSAREM O QUESTIONÁRIO, POR FAVOR CLIQUEM NO LINK:
https://docs.google.com/forms/d/1gh-d_oEKAwWXz99PA-AM4t4AwCETVTG3yqb5fspaHfE/viewform