sábado, 30 de maio de 2020
Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas / adubação e florescimento
sexta-feira, 29 de maio de 2020
quinta-feira, 28 de maio de 2020
Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas / Rótulo
quarta-feira, 27 de maio de 2020
Nutriorqui – Locatelli: fertilizantes para orquídeas
- Seedlings de Cattleya walkeriana com cerca de 3 meses após saídos dos frascos.
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- Seedlings e adultas de Cattleya walkeriana com menos de 3 anos após saídos dos frascos.
- Pseudobulbo de Cattleya nobilior bem nutrido, boa reserva nutricional, rebrotando de maneira excepcional
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Tem touceira porque tem formiga, ou tem formiga porque tem touceira?
Existem uma série de relações ecológicas já conhecidas entre formigas e plantas, muito além da herbivoria relacionada com as saúvas.
Por exemplo, o mutualismo, ou protocooperação que caracteriza-se por ambas as espécies, planta e inseto, obterem benefícios com a associação.
As plantas estão longe de serem passivas no ambiente que as cercam, seus órgãos comunicam-se bioquimicamente entre si, induzindo a respostas morfo-fisiológicas para sua sobrevivência.
Dentre as morfológicas podemos citar a produção de cutículas mais espessas, como barreiras físicas contra os ataques de pragas, bem como estruturas em seus órgãos que servem de abrigo aos predadores de suas pragas, por exemplo, as plantas mirmecófitas, exemplo especial no nosso caso, a orquídea da América Central Myrmecophila tibicinis (Bateman ex Lindl.) Rolfe, Orchid Rev. 25: 51 (1917) , também aqui, com orifícios e câmaras nas bases de seus pseudobulbos, que servem de abrigo para as Formicidaes.
E fisiologicamente, si
No caso das espécies de formigas predadoras, sendo na grande maioria eucosociais, existe a necessidade das colônias serem edificadas em lugares protegidos, tais como entremeadas às raízes e pseudobulbos das orquídeas epífitas, lembrando também que muitas destas são endêmicas de dosséis florestais, ou seja, vivem exclusivamente na copa das árvores, forrageando presas por lá, presas as quais geralmente de hábitos herbívoros atraídas pelas plantas adjacentes.
E a evolução segue, vítimas e agressores buscando driblar uns aos outros.
Mas a "brincadeira" não vai até aí, recentemente na Revista Brasileira de Ciência do Solo, saiu esta nota dizendo que "...independentemente do substrato cortado, o lixo produzido apresenta maiores concentrações de nutrientes do que as folhas, sendo importante locus de reciclagem de nutrientes no ecossistema. O lixo pode ser uma das principais razões para o aumento da concentração de nutrientes em solos de formigueiros". Então, seria extrapolar demais pensar que embora os formigueiros associados às touceiras de orquídeas sejam de espécies predadoras, e não de cortadeiras como as saúvas do referido trabalho, os mesmos também contribuíssem acumulando nutrientes e fertilizando as orquídeas epífitas gradualmente?
As orquídeas ilustradas nesse post são da espécie Microlaelia lundii (Rchb.f. & Warm.) Chiron & V.P.Castro, Richardiana 2: 11 (2002), fotografadas no habitat na região do Oeste Paulista em agosto de 2007.
Abaixo, uma touceira bastante influenciada por insetos e aranhas.
A ainda de considerar que a presença de formigas nas touceiras por vezes também as preservam de serem coletadas por pessoas, no caso deste habitat, existindo muitas outras Microlaelia lundii no lugar, as mais difíceis de serem coletadas vão sendo poupadas enquanto houverem outras mais suscetíveis.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Visita técnica
Lá chegando, minha primeira percepção foi de algumas plantas com sintomas de morte de raízes, ou seja, sintomas visuais de deficiências de água e nutrientes minerais, algo já comentado aqui e aqui, e outras muito bem.
Sintomas nas flores de deficiência de água:
A falta de turgor nas flores corresponde à um sintoma inicial de desidratação na maioria das plantas, uma vez que são as flores as partes mais sensíveis, com tecidos de menor resistência à desidratação nestas.
Agora, flores relativamente normais no mesmo orquidário:
A primeira mais acima, corresponde à uma Miltonia spectabilis var. moreliana, a segunda uma Cattleya velutina, ambas nativas da mata atlântica, com clima úmido relativamente constante ao longo do ano, especialmente a C. velutina, e a Miltonia nas matas um pouco mais secas mas quase sempre às margens dos rios.
Primeira conclusão, a água estava sendo fornecida de maneira relativamente satisfatória, pois estas duas últimas plantas não estariam floridas, pois são elas com relativa baixa adaptação à resistirem ao estresse hídrico.
Observando mais, notei que todas as plantas plantadas em toquinhos, placas de xaxim e Vandas em cachepôs com quase nenhum substrato preenchedo estes, no geral estavam menos desidratadas, bem como que nos vasos haviam dois diferentes tipos de substrato, alguns plantios mais antigos com xaxim, e outras plantas plantadas mais recentemente com uma espécie de terriço (solo+folhas secas+raízes) de superfície de mata como substrato.
Exemplo de plantas não envazadas, à direita uma Catasetum cernnum em placa de xaxim, à direita uma Cattleya walkeriana plantada em casca de peroba.
A seguir, exemplos de plantas em vaso com xaxim de substrato, reparem nas setas, inserção das folhas nos pseudobulbos acima da linha das bainhas secas.
Agora, exemplos de plantas no vaso com o terriço de substrato:
Abaixo à esquerda uma Laelia, provavelmente a L. purpurata que floresceu mesmo estando desidratada, reparem na seta, folha não expandiu completamente, e está inserida bem abaixo da linha da bainha seca do pseudobulbo, inflorescência curta atarracada também, e a direita, outra Laelia com pseudobulbos bastante desidratados.
Abaixo à esquerda, um pseudobulbo novo subdesenvolvido, e à esquerda flores caídas, faltando água para levantarem. Reparem também nesta última as raízes "fugindo" do vaso.
Abaixo duas orquídeas com deficiência nutricional aguda, em vários nutrientes.
Agora à esquerda, a inflorescência de uma Anachaellum aemulum atarracada também por falta de água, e a folha de uma Blc., que deveria ser dura e quebradiça na tentativa de dobrá-la se estivesse hidratada, mas que está enrolando feito pano.
Agora, mais detalhes do terriço, notem a falta de raízes.
Conclusões finais: As plantas em outros substratos que não o terriço, conseguem aproveitar a água que chega até elas pelo fato de terem raízes vivas e saudáveis.
O terriço com as características de reter água por mais tempo ("demasiadamente mais tempo"), aliada a provável alta acidez e alto teor de alumínio do mesmo, acarreta em progressiva morte de raízes das orquídeas epífitas ao longo do tempo, sendo as plantas mais prejudicadas as que foram plantadas à mais tempo neste substrato.
*A POSTAGEM FOI-ME AUTORIZADA PELO PROPRIETÁRIO DO ORQUIDÁRIO.


























