Mostrando postagens com marcador cursos sobre orquídeas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cursos sobre orquídeas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Olhando uma orquídea e vendo o que ela nos diz sobre ela

Por aí é muito comum ouvir "Ganhei uma orquídea, e agora eu planto ela como?", sempre dá vontade de responder "uai, não sei", mas acabo indo no caminho do "depende, como ela é?". O "não sei" seria sincero também, pois o como plantar dependeria de muita coisa, dependeria de qual orquídea é, especialmente de como ela brota e se ela é epífita, terrícola ou rupícola.

Recentemente quando dou algum curso ou palestra por aí sobre "cultivo de orquídeas" sempre começo mostrando por uns 5 minutos várias fotos de várias espécies em vários contextos de fundo diferentes, e digo "olhem aí a diversidade, não tem como haver uma receita de plantio que atenda todas", e complemento que a ideia do curso ou palestra é fornecer um mínimo de base para que eles mesmo avaliem a situação, e concluam como plantar. Avaliação esta especialmente a partir de se olhar uma planta direito, e sentir as folhas, raízes e pseudobulbos com as mãos, então a princípio o que seria nada muito prático e muito chato e teórico ensina a sentir cada planta com as próprias mãos e a ver o que ela nos diz sobre ela, e fica o paradoxo no sentido de não haver nada mais prático que isso no final das contas.

Mas ainda assim tem gente que reclama que queria um curso mais prático, outros nem piscam, de tanto que prestam atenção, então já que não dá mesmo para agradar todo mundo sigo do meu jeito.

Apresento aqui embaixo um pouco da palestra de cultivo de orquídeas.

O sistema de ramificação de uma espécie de orquídea é uma das características que mais interferem diretamente na sua forma de cultivo. A maioria das espécies em cultivo no Brasil são simpodiais (Cattleya, Oncidium, Maxillaria, etc.), porém, outras bastante representativas são monopodiais (Vanda, Phalaenopsis, etc).
As simpodiais caracterizam-se pelas brotações (novos pseudobulbos) originarem-se nas gemas laterais presentes na base de cada pseudobulbo. Nas monopodiais não existem pseudobulbos, e as brotações surgem como folhas novas no ápice do caule aéreo.


Os pseudobulbos das simpodiais foram as principais adaptações estruturais que permitiram as espécies de orquídeas serem epífitas, são diversos formatos e dimensões, cada um servindo como um recipiente de água diferente, alguns como galões grandes com uma abertura para saída de água (~folha) pequena, assim capazes de armazenarem água por mais tempo, outros como pequenos copos com uma torneira (~folha de novo) grande, de modo que se não fosse o ambiente constantemente úmido ela secaria muito rápido, e entre um extremo e outro infinitos intermediários.


As orquídeas monopodiais possuem um caule aéreo, que é muito fibroso e que não serve como os pseudobulbos para o armazenamento de água, então na natureza necessariamente elas ocorrem em habitats mais úmidos, se forem epífitas ocorrerão necessariamente na base do tronco da árvore, mais próximas do chão, onde é mais úmido em relação ao topo da árvore, então no cultivo demandarão também microclimas mais úmidos.

Agora separando as orquídeas quanto aos seus habitats, se a orquídea for epífita sua ocorrência e necessariamente sua necessidade de cultivo vai depender de qual tipo de epífita é, se tem pseudobulbos avantajados e suculentos, e folhas pequenas e duras (olha a serventia da mão apalpando aí de novo), o que nos diz que ela evoluiu para epifitar o alto de árvores em matas mais secas para pegar mais luz e compensam não precisando de tanta água, ou o oposto, se ela tem folhas grandes e moles e pseudobulbos finos, fazendo com que não tolere microclimas muito dessecantes:









Então, no caso da Cattleya nobilior acima a esquerda inferimos que evoluiu para receber mais luz (mata mais aberta ou mais no alto da árvore), e menos água (muita reserva, evitar substratos que acumulem muita água), ao contrário da Pleurothallis sp. na foto acima a direita, ocorrendo como uma epífita próxima ao chão em uma mata que é mais fechada (mais sombra) e úmida o tempo todo.

O que principalmente difere uma orquídea epífita típica de uma terrícola típica é a combinação de pseudobulbos e velame nas raízes, ambos mais desenvolvidos para o primeiro habitat, repare no destaque em "típicas" porque há algumas excessões que precisam serem explicadas analisando outras variáveis, aí dariam outros posts.

O velame é uma ou mais camadas de células mortas acumuladas ao redor das raízes que funciona como uma esponja, retendo água e nutrientes que escorreriam rapidamente pela superfície em que as plantas encontram-se fixadas, além de servir para proteger as raízes do ressecamento completo em razão delas estarem em contato direto com o ar. 


O slide abaixo mostra esquemas de cortes feitos em raízes de várias espécies de orquídeas, tanto terrícolas típicas e epífitas típicas. Reparem que o velame (camada mais externa e rachurada) é mais espesso nas epífitas no quadro a direita do slide do que nas terrícolas, a esquerda, mesmo havendo grande variação de espessura de velame dentre cada um desses dois grandes grupos, o que pode ser explicado pelo fato de que orquídeas epífitas de matas mais secas ou mais no topo das árvores tem o velame mais espesso do que epífitas de tipos de matas mais úmidas ou que ocorrem mais abaixo, o mesmo para as terrícolas, onde o velame é mais espesso para aquelas que ocorrem em solos ou outros substratos mais secos. A espessura do velame e a proporção dele em relação ao diâmetro todo da raiz a gente sente pegando com a mão e também percebe olhando para ele.


Aqui no slide de baixo uma curiosidade, as epífitas tem mais vascularização por diâmetro das raízes em relação às terrícolas, o que serve para absorver mais rápido o que a esponja (velame) está segurando do lado de fora da raiz:


A partir do exposto sobre as raízes é plausível pensar que na mesma intensidade em que o velame bem desenvolvido confere vantagens para o desenvolvimento das raízes em um ambiente relativamente mais árido, confere também relativa baixa tolerância para as raízes em ambientes constantemente encharcados, vindo a ser essencial dispor de substratos e recipientes que promovam boa drenagem e bom arejamento para aquelas espécies com raízes de velame bem desenvolvido.

Tive um professor em uma disciplina de melhoramento animal ainda na agronomia que dizia "bicho de dupla aptidão não serve para nenhuma das duas direito, para boi ou é leite ou carne, para galinha é ovo ou carne", galinha caipira não produz tanto ovo ou tanta carne como as poedeiras ou os frangos melhorados de granja, ficam no meio, mas são mais vigorosas, e é assim para plantas também, se elas são altamente especializadas em uma determinada condição de estresse não adianta dar mais conforto que ela não vai agradecer produzindo mais, vai entrar em parafuso... Algo comentado aqui já neste post sobre cultivo de orquídeas híbridas vs. cultivo de orquídeas espécies (http://mvlocatelli.blogspot.com/2009/12/cultivar-hibridos-de-orquideas-e-mais.html).

Falando um pouco das terrícolas agora, que como nas epífitas existem muitas particularidades, por exemplo, este slide abaixo uma imagem do Google Earth de um trecho da Serra de Ouro Branco, em Ouro Branco/MG, notem as sinalizações "Cyrtopodium" em cima de uma mancha de solo branco, com a vegetação mais rala porque é areia seca boa parte do ano, e estressante em termos hídricos e nutricionais para muitas plantas, e mesmo para aquelas que conseguem sobreviver nesta condição não conseguem adquirir vigor o suficiente para cobrir a superfície toda do solo, e, finalmente, a poucos metros uma outra seta indicando "Pelexia", e notem ao redor dela, sem solo exposto, uma vegetação densa revestindo o solo todo.


Olhando de perto agora, Cyrtopodium sp. terrícola, com pseudobulbo bem redondinho, e o que não estão vendo aí nesta foto mas que conhece Cyrtopodium sabe que as folhas caem e a planta passa boa parte do ano sem folhas para resistir melhor à seca, e que as raízes são bem branquinhas por causa do velame:


Agora a Pelexia sp.em uma baixada que fica alagada o ano todo, as gramíneas fechando o solo, ela com folhas permanentes e largas (também porque tem bastante água que pode perder pelas folhas a vontade), e também praticamente não tem velame e um pseudobulbo "clássico":


Então para uma terrícola de solo seco uma combinação de vaso e substrato mais drenado, com maior proporção de areia para proporcionar mais poros grandes, e para aquela terrícola de brejo um vaso com substrato com mais húmus ou argila, para reter mais água.

Abaixo mais dois extremos de terícolas, Cyrtopodium sp. em solo muito pedregoso e pobre em nutrientes no Parque Nacional da Serra do Cipó, aqui temos perda de folhas todo ano e pseudobulbos com bastante reserva, e uma Habenária sp. em uma floresta de altitude nos arredores do Pico da Bandeira, vegetando dentro de uma nascente de água, num solo mais fino e mais fértil.






Abaixo um exemplo de uma excessão que mencionei acima, uma terrícola típica que mesmo não possuindo adaptações para ser epífita está ocorrendo nesta situação, mas aqui no caso esta planta ppode ser classificada como holoepífita acidental, teve sorte arranjar um "vaso" formado por um buraco que  está acumulando sedimentos no tronco de uma árvore que caiu e em meio a uma floresta constantemente úmida.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

8ª Exposição de Orquídeas de Viçosa

Nós da Associação Orquidófila e Orquidóloga de Viçosa convidamos a todos para nossa 8ª Exposição de Orquídeas de Viçosa.

Exposição de orquídeas floridas, venda de plantas e de acessórios para o cultivo além de cursos sobre cultivo de orquídeas e semeio in vitro de orquídeas por técnicas caseiras.

Vai ser na ASPUV, Campus da UFV, nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2011.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Minicurso na Semana Acadêmica da Biologia na Universidade Federal de Viçosa

Esta acontecendo esta semana na Universidade Federal de Viçosa a XXVII Semana Acadêmica de Biologia.

Destinada a estudantes, professores e público interessado no geral, são diversas opções de palestras como pode ser visto clicando aqui, e de minicursos, agora vistas clicando aqui

A inscrição custa R$ 15,00 e dá direito a um minicurso, e ainda pode ser feita aqui: http://sabioufv2011.blogspot.com/p/inscricoes.html.

Darei o minicurso 13 "Ecologia e Cultivo de Orquídeas" no sábado dia 3 de setembro de 2011, que será dividido em duas principais partes, abordando os seguintes temas:

1- Ecologia de Orquídeas

Evolução da família Orchidaceae; características da família Orchidaceae e relação solo – ambiente – habitats de orquídeas e outras interações ecológicas.

2- Cultivo de Orquídeas

Propagação vegetativa de orquídeas; substratos, recipientes e suportes para o cultivo de orquídeas; nutrição e fertilização de orquídeas; irrigação e manejo integrado de doenças em orquídeas; pragas que acometem as orquídeas; instalações empregadas no cultivo de orquídeas; noções de genética de cores de flores de orquídeas; semeadura in vitro de orquídeas por técnicas caseiras e aclimatação de vitroplantas de orquídeas.

Carga horária: 8 horas.

Ao participante quanto aos direitos da inscrição:

Participação em todos os espaços da programação; Entrada no almoço de confraternização; Inscrição em um minicurso; Recebimento do material da Semana, e; Emissão de certificado de participação da Semana e do minicurso.

Estão convidados.

Abraço

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curso de Orquídeas na Semana do Fazendeiro na Universidade Federal de Viçosa



A professora Ângela Stringheta e eu somos os responsáveis pelos cursos sobre orquídeas na Semana do Fazendeiro da Universidade Federal de Viçosa, o maior evento de extensão agrícola do país, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de julho de 2011 no Campus da UFV.

Serão dois cursos, ambos bastante tradicionais e consolidados no evento:

CULTIVO DE ORQUÍDEAS
Curso número: 86
Conteúdo: O que é uma orquídea. Influência das características das orquídeas no seu cultivo. Substratos, plantio, replantio e tratos gerais no cultivo de orquídeas como adubação de orquídeas, manejo integrado de pragas e doenças de orquídeas. Instalações para o cultivo de orquídeas.
Terça-feira, 12/7/2011, das 8 às 12 horas.
50 vagas.

CULTIVO AVANÇADO DE ORQUÍDEAS
Curso número: 85
Conteúdo:  Semaeadura  in  vitro  de  orquídeas  utilizando  um  método  caseiro. Aclimatação de mudas. Genética dos cruzamentos de orquídeas. Ecologia das orquídeas. Paisagismo utilizando orquídeas.
Quarta-feira, 13/7/2011, das 14 às 18 horas.
50 vagas.

Darei consultas na clínica tecnológica sobre orquídeas também, um espaço de atendimento mais privado, com um número menor de pessoas.

Todas as informações estão no site http://www.semanadofazendeiro.ufv.br/. Algumas delas adianto abaixo:

QUEM PODE PARTICIPAR

Poderão se inscrever na 82ª Semana do Fazendeiro produtores rurais acima de 18 anos, seus familiares (até 2º grau de parentesco), trabalhadores do setor agropecuário, estudantes de escolas agrotécnicas com mais de 16 anos ou a completar até julho de 2011, participantes de movimentos sociais vinculados ao meio rural, participantes de ONGs, agentes municipais, estaduais e federais vinculados ao meio rural e menores aprendizes com mais de 16 anos ou a completar até julho de 2011. O vínculo rural deve ser comprovado por meio da apresentação de uma cópia do documento comprobatório.

Os participantes das edições anteriores que comprovaram o vínculo rural não precisarão apresentar novamente este comprovante.

A inscrição de pessoas não vinculadas ao meio rural será condicionada à existência de vagas e será feita apenas no domingo, dia 10 de julho, após às 16h, na Secreta-ria do evento.

VALOR DA INSCRIÇÃO*: R$75,00
*Não haverá devolução da taxa de inscrição

Os participantes da Semana do Fazendeiro de 2011 poderão se inscrever em até 10 atividades, nas modalidades cursos e Dias de Campo, ministradas em salas de aulas, laboratórios da UFV, e em áreas experimentais e de produção, como horta, estábulos, piscicultura, etc. Serão realizadas, também, conferências com a participação do público em debates e discussões, envolvendo temas de interesse prático para produtores rurais.

Além dessas atividades de formação, o evento realizará Clínicas Tecnológicas coordenadas pela UFV - TEC/Divisão de Extensão e pelo Sebrae - MG. A Clínica Tecnológica oferece consultorias coletivas, com o objetivo de fornecer novas tecnologias para atender as necessidades dos participantes da Semana do Fazendeiro, visando à incorporação de progresso técnico e ao aumento da competitividade dos pequenos negócios.

Outra atividade relevante da Semana do Fazendeiro é a Troca de Saberes. Essa atividade consiste na organização dos participantes do evento em grupos temáticos, proporcionando-lhes a oportunidade de apresentar, socializar e discutir suas experiências cotidianas, conhecimentos tradicionais e práticas de sucesso na pequena produção. A troca de saberes faz o casamento entre o conhecimento técnico e o saber popular.

DOCUMENTOS EXIGIDOS

Os participantes das edições anteriores devem apresentar apenas cópia da identidade.

Os novos participantes devem apresentar cópia do documento que comprove vínculo rural e cópia da identidade.

Estudantes de escolas agrotécnicas devem apresentar comprovante de matrícula e cópia da identidade.

Os documentos deverão ser apresentados durante o credenciamento na Secretaria da Semana do Fazendeiro.

FORMAS DE INSCRIÇÃO

1) INSCRIÇÕES PELOS CORREIOS
O interessado deve fazer um depósito bancário no valor de R$75,00 (setenta e cinco reais) em nome da FUNARBE/Semana do Fazendeiro e postar a ficha de inscrição corretamente preenchida, a cópia do comprovante de vínculo rural e o recibo de depósito bancário para a Secretaria Permanente da Semana do Fazendeiro.
DADOS BANCÁRIOSSECRETARIA PERMANENTE DA SEMANA DO FAZENDEIRO
Banco do Brasil
Agência 0428-6
Conta Corrente nº 12.186-X
ENDEREÇO
SECRETARIA PERMANENTE DA SEMANA DO FAZENDEIRO
Divisão de Extensão, sala 110
Cmpus Universitário
36570-000 - Viçosa - MG
2) INSCRIÇÕES PELA INTERNET
O interessado deve fazer seu cadastro no site www.semanadofazendeiro.ufv.br. O boleto bancário será gerado e deve ser impresso e pago no banco. O interessado, então, terá até o dia 1º de julho para postar a documentação comprobatória do vínculo rural para a Secretaria Permanente da Semana do Fazendeiro.
ENDEREÇO
SECRETARIA PERMANENTE DA SEMANA DO FAZENDEIRO
Divisão de Extensão, sala 110
Cmpus Universitário
36570-000 - Viçosa - MG
3) INSCRIÇÕES DURANTE O EVENTO
O interessado deverá se dirigir à Secretaria da Semana do Fazendeiro e, se possuir vínculo rural, apresentar a documentação comprobatória deste vínculo.


PERIODO DE INSCRIÇÃO

PESSOAS COM
VÍNCULO RURAL E
COM COMPROVAÇÃO
PELOS CORREIOS
23 DE MAIO
A 15 DE JUNHO
PELA INTERNET
A PARTIR DE
20 DE JUNHO
NA SECRETARIA DA
SEMANA DO FAZENDEIRO
10 DE JULHO,
DE 8H ÀS 18H

PESSOAS SEM
VÍNCULO RURAL
NA SECRETARIA DA
SEMANA DO FAZENDEIRO
10 DE JULHO,
APÓS ÀS 16H



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Seminário do doutorado

Hoje apresentei o seminário intitulado ORQUÍDEAS: CARACTERÍSTICAS, EVOLUÇÃO, CULTIVO, RELAÇÃO SOLO-VEGETAÇÃO E OUTROS ASPECTOS ECOLÓGICOS RELACIONADOS, como exigência do Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Universidade Federal de Viçosa.


Coloco aqui o resumo do mesmo no caso de eventualmente se interessarem, evidentemente na apresentação cada afirmação foi ilustrada, e devido ao pouco tempo disponível inúmeras relações não puderam ser comentadas..


Resumo:


Por quase todo o planeta as diferentes espécies da família Orchidaceae desenvolvem-se como terrícolas, epífitas e rupículas, e estima-se que atualmente existam entre 25.000 e 35.000 espécies de orquídeas, que são plantas herbáceas, perenes e podem apresentar dois diferentes sistemas de ramificação, o simpodial e o monopodial. As orquídeas diferem das demais monocotiledôneas por possuírem em suas flores a coluna, esta originada da completa fusão do androceu e gineceu. Fósseis sugerem que as primeiras orquídeas surgiram no final do Cretáceo, ainda antes da extinção K/T, e que evoluíram em riqueza concomitantemente à separação dos continentes a partir desta era. São clássicas as citações de Darwin referentes às orquídeas, possivelmente cabendo a elas grande contribuição no amadurecimento da idéia da teoria da evolução por meio da seleção natural. Adaptações fisiológicas, anatômicas e morfológicas permitiram que espécies de subfamílias mais modernas se estabelecessem com uma propensão bastante acentuada de estrategistas estresse-tolerantes, sendo as epífitas e rupícolas, cujos habitats são relativamente xéricos. Dentre tais adaptações destacam-se o mecanismo fotossintético MAC e o velame das raízes. Nas simpodiais os pseudobulbos, que são constituídos em grande proporção de parênquima aqüífero e de espessas cutículas, servem como adaptações estruturais para armazenamento de água, de nutrientes e de carboidratos, e nas monopodiais, não existindo pseudobulbos, seus caules aéreos são constituídos em grande parte de esclerênquima, assim, esses órgãos não servem tão bem quanto os pseudobulbos como estruturas de armazenamento de quaisquer recursos, o que culmina na ocorrência e na necessidade de cultivo dessas plantas em microclimas mais úmidos e constantemente bem iluminados. Muitas particularidades do meio físico interferem diretamente na riqueza e na abundância de orquídeas ao longo da paisagem, por exemplo, nos complexos rupestres as orquídeas vegetam sobre as frestas mais rasas ou nas bordas de ilhas de vegetação, pois são de baixa competitibilidade por luz em relação às outras herbáceas de maior porte e de desenvolvimento mais agressivo, e também, em um curto espaço temos as variações de solos induzindo variações nas comunidades vegetais, em que geralmente solos mais arenosos, ou de outra forma pobres em nutrientes ou de menor capacidade de retenção de água, proporcionam fitofisionomias menos adensadas, com isso permitindo que mais luz penetre, o que combinado à elevada umidade atmosférica sob eventuais maiores proximidades com corpos hídricos, proporciona não só o aumento da riqueza e da dominância de orquídeas, como também de outras herbáceas epífitas ou terrícolas, em detrimento da dominância de estrategistas competidoras. A partir do exposto faz sentido concluir que o cultivo de orquídeas melhor sucedido é, na medida em que se conhece e se aplica a biologia dessas plantas e dos contextos ecológicos em que se inserem.

Ando prometendo faz tempo os livros "Orquidofilia & Orquidologia - Princípios Agronômicos no Cultivo de Orquídeas", e o "Paisagens, Habitats e Ecologia de Orquídeas", mas não só um monte de coisas para fazer referente às disciplinas do doutorado, mas também meus constantes ajustes e incrementos nos conteúdos de ambos estão os atrasando, perfeccionismo uns amigos dizem, confesso que outros me falam que é vagabundagem mesmo...

A idéia é que um seja complementar ao outro, um pouco da idéia apresentada neste seminário de hoje.

Tem disponível para venda uma apostila de cultivo de orquídeas que escrevi para a ocasião da Semana do Fazendeiro da Universidade Federal de Viçosa e de outros cursos rápidos por aí, são 20 páginas com fotos em preto e branco, custa R$ 15,00 + despesas de envio, e a renda é para a Associação Orquidófila e Orquidóloga de Viçosa (AOOV) de onde também um recibo é emitido. Atualmente sou presidente da AOOV.


Ultimamente tem surgido muitas propostas para eu ministrar cursos em associações orquidófilas, o que me deixa muito satisfeito com este blog, pois boa parte dos contatos partem daqui.

Dentre os principais temas procurados estão o semeio in vitro de orquídeas por técnicas caseiras, algo que recentemente consegui ajustar melhor e é muito simples e barato de se fazer, e de cultivo geral, envolvendo biologia básica de orquídeas (fisiologia, anatomia e morfologia) de um jeito bastante ilustrado, envolvendo também aspectos de manejo integrado de pragas e adubação, dentre outros.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

VII Exposição de Orquídeas de Viçosa/MG - dias 22, 23 e 24 de outubro de 2010

Convidamos a todos para nossa sétima exposição de orquídeas.
Haverá cursos sobre cultivo e semeio in vitro de orquídeas a partir de técnicas caseiras, bem como orquídeas floridas sendo expostas e comércio de mudas e acessórios.
Grande abraço.


Cartaz:


Folder:

domingo, 26 de abril de 2009

Desvaneio sobre orquidofilia

Recentemente defendi minha dissertação de mestrado em Solos e Nutrição de Plantas na Universidade Federal de Viçosa e considero que esta foi uma experiência muito interessante, e que realmente foi uma “divisora de águas” entre uma filosofia de vida que eu estava inclinado a ter com uma que agora tenho certeza que quero ter, propriamente dizendo.


 Confesso que não entendia direito o significado desta formalidade de defesa de dissertação ou de tese de pós-graduação até chegar minha vez. Achava que era só um tipo de burocracia acadêmica a mais, que não fazia diferença na minha formação por causa de tudo o que eu já havia estudado e aprendido até esta “hora h”.


 Cada universidade, bem como cada programa de pós-graduação dentro de uma mesma universidade, costuma ter alguma particularidade, especialmente no que se refere ao momento da defesa.


 Na minha ocasião funcionou basicamente da seguinte forma: eu em uma sala, sentado na cabeceira da mesa e a minha volta quatro professores com a função de questionar e fazer sugestões relacionadas ao trabalho, e mais o meu orientador que fazia o papel de moderador, então éramos seis no total.


Bom, a coisa lá foi feia, uma verdadeira lição de humildade para alguém ainda relativamente novo e com o risco de se achar o rei da cocada preta por causa do título de Magister scientiae. Basicamente a lição era “você vai sair daqui com o mestrado mais não se esqueça que você é um bosta, tem um longo caminho pela frente, não pare nunca” (perdão pelo vocabulário, mas o que seria da língua portuguesa sem os palavrões para manifestar os sentimentos?!). Cada um deles me apertou até onde viram que sairia mais nada, até meu limite, mais tudo dentro do profissionalismo e fazendo críticas sempre construtivas.


Cresci demais nessas quatro horas e trinta minutos de duração da minha defesa de dissertação de mestrado, foi um verdadeiro upgrade na minha formação, realmente vejo que não dava para ter passado sem aquele momento.


Depois mais de noite, na hora de enfiar o pé na jaca para comemorar, quando meus amigos foram chegando e me perguntando como havia sido, fui respondendo: “apanhei igual vaca na horta... Mais foi bem construtivo, aprendi bastante!”. Minha ressaca pós-defesa (por causa da defesa mesmo, e não pela cerveja que estamos já mais acostumados) durou bem uns três dias, uma enxaqueca contínua. 


Por essas e outras que cada vez mais vejo a orquidofilia como algo muito esquisito em certas ocasiões, por exemplo, temos aquele cenário clássico de associação orquidófila antiga no interior (reparem no detalhe, associação antiga e de interior- cheia de ranço) com um “cabeça branca” tido como papa regional no centro de tudo, com o qual todos concordam em qualquer assunto técnico que seja, especialmente por não serem da área e não terem tanta vivência ao ponto de adquirir argumentos. Verdade seja dita, realmente essas personagens realmente são os que possuem mais informação a respeito sim.


Considero-me feliz e privilegiado por ter tido a chance de ter feito o que quis e no lugar que também quis, e é onde vejo uma grande responsabilidade, porque é nítido que aquilo relacionado a qualquer área é cobrado pela sociedade na mesma proporção do peso do título e de onde ele saiu. Digo isso depois de muito bufar e coçar a cabeça arrancando os últimos fios de cabelo da minha cabeça que o mestrado deixou, ao ler muitos textos de revistas de orquídeas, bem como de listas de discussão por email, fóruns e até mesmo de livros com conteúdos absurdamente equivocados e desinformadores, isto é principalmente devido ao fato dos autores não terem por cima dos ombros o peso da responsabilidade de serem os mais exatos possíveis ao transmitirem conhecimentos.


Se no meio orquidófilo é sabido que você é um especialista, com alguma formação para isso, com a formação de engenheiro agrônomo, por exemplo, a cobrança é sempre maior, bem como a responsabilidade. Ao contrário do que seria em relação a um especialista “cabeça branca” que mencionei mais acima.


Quando se é apresentado como especialista se tem praticamente a obrigação de ser exato (de acertar sempre), de tomar cuidado com o que se diz ou com o que se escreve.


Uma breve interrupção que considero cabível é acerca da conceituação de “exatidão”: exatidão é algo real, por exemplo, se dissermos que a soma 1,99 + 1,99 é igual a 4,00 estaríamos sendo mais exatos do que se dissermos que a soma 1,98 + 1,98 é igual a 4,00, mas estaríamos absolutamente exatos somente se dissermos que a soma 2,00 + 2,00 é igual a 4,00. E “precisão”, termo que é rotineira e erroneamente usado como sinônimo de “exatidão”, é algo que faz alusão à repetibilidade de um dado evento, por exemplo, se uma calculadora com defeito de fabricação que para qualquer soma calcula o mesmo resultado, por exemplo, resultado 4,00 para qualquer soma, como 1,99 + 1,99, ou 1,98 + 1,98, ou ainda o absurdo de 1,36 + 1,36, ela é precisa em dar resultados igual a “4,00”, mas não é exata na sua soma, está como que “viciada” em resultar 4,00, mas se esta considerando a mesma soma “2,00 + 2,00” e por um milhão de vezes ela calcular o resultado como sendo igual a “4,00” pode-se dizer que ela é exata e precisa!!! (Conversa chata, reconheço).


Agora a aplicação desta conversa é a ciência como algo exato, ou seja, ela é o conjunto de leis que regem o Universo, e não há como ser diferente, mas o fato é que ainda está quase tudo por descobrir e aprender, e o que é “preciso” (se verifica muitas vezes, mas não em todas, quase exato) é pseudo-ciência, que mesmo assim não deixa de ser um tijolo importante na parede da construção da ciência, do poder de exatidão da mesma propriamente dito.


Orquidofilia no dia a dia é precisa, pois repete muito, tem muito empirismo mas pouquíssimas atitudes com exatidão.


Muitas vezes me senti pressionado intencionalmente em discussões pelas listas de email, exposições de orquídeas, cursos e palestras que prelecionei por aí, acredito que tenha me saído bem, porque nem de longe a bagagem dos “pressionadores” era equiparada à bagagem dos constituintes da minha banca de defesa de dissertação de mestrado...


Quero chamar a atenção para o contexto, algo como o modus vivendi do indivíduo que parece ter o perfil de gente mais maliciosa e auto - destrutivamente vaidosa que a meu ver não combina com o perfil de gente que tem humildade para reconhecer alguma limitação de conteúdo e procurar correr atrás de adquirir informações de qualidade, com isso refinando seu senso crítico e capacidade de observar o mundo e efetivamente “apertar” mais com perguntas.


Já tive grandes desafios, por exemplo, com o tipo de gente que espera o curso ou a palestra acabar e que chega para mim sem fazer muito barulho e solta uma pergunta “bomba”... Perguntas interessantes, trazendo maneiras diferentes de verem as coisas, maneiras estas que eu nem havia pensado antes, coisas que fazem a cabeça soltar fumaça e que fazem passarmos a noite sem dormir procurando na internet algo mais sobre os assuntos.


Algo muito frustrante já me aconteceu quando, por mais de uma vez, na camaradagem para alguns de certa forma mais próximos, ensinei semeio in vitro de orquídeas em troca moral de que divulgassem em suas respectivas associações o meu curso (deixava claro isso com todas as palavras).


Mas estranha natureza humana, pois em todas essas ocasiões quando depois pude ver pessoalmente, ou mesmo quando fiquei sabendo de longe, percebi que a pessoa para qual havia ensinado nunca havia falado a meu respeito, tão pouco divulgado meu curso, e ainda estava “pagando de gatão” no meio da galera por causa do diferencial intelectual que havia adquirido as minhas custas...


Para piorar, o curso de semeio em si não foi somente o semeio, foi uma tremenda de uma consultoria especializada em seu orquidário, acompanhada de aulas particulares de genética, fisiologia e nutrição vegetal, bem como de ecologia, de solos, de trambiques orquidófilos, dentre outras coisas.


Hoje meu comportamento diante das pessoas com atitudes que mencionei é nada além da “política da boa vizinhança”. Em um dado momento saíram ganhando, mas, por exemplo de novo, no caso do semeio por sorte passei o que na época seria “versão 1.0” da técnica, e hoje estamos na “versão 10.0”, com repique entre frascos usando os dedos, e não as pinças, para se pegar nas plantinhas e fixá-las no meio nutritivo do recipiente novo se quisermos, tudo isso sem câmara de fluxo laminar, capela, etc. Na pia da cozinha, com técnicas especiais de desinfestação e esterilização!!! Dentre outras coisas novas que vamos aprendendo no dia a dia.


Atualmente recebo muitos emails e comentários dizendo que sou muito desprendido em informação e que isso é raro na orquidofilia, mas já fui mais, embora não serei de novo, confesso. Por quê? Simples, minha profissão é esta, e daqui para frente preciso garantir o leite das crianças.


Também já fui criticado muitas vezes, pessoalmente inclusive, por estar sendo muito “capitalista”, diante de um posicionamento mais contido da minha parte, muitas vezes ouvi algo como “orquidofila é colaboração e tal...”. Críticas silenciadas na hora com uma resposta do tipo:“Você é médico não é? Então, se eu ou alguém da minha família ficar doente você consultaria na camaradagem também?; Engenheiro civil? Faz um projeto de uma casa pra mim?; Tem loja, não tem? Se eu precisar de algo de lá na camaradagem você me quebra o galho?”...


Colaboro sim até certo ponto, olhem este blog, a mais adentra no aspecto profissional.


Ah, o curso ou palestra é uma fortuna, é o preço de um vaso de Phalaenopsis ou de uma híbrida de Cattleya sem identificação florida na prateleira do supermercado, R$ 50,00 por pessoa, fechando uma turma de no mínimo 10 pessoas (para valer uma diária de qualquer profissional técnico graduado e free lancer – um salário mínimo), e mais as despesas de transporte, alimentação e hospedagem se for o caso. Mas se for uma espécie de “pacotão” com todos os 8 temas sugeridos no post anterior (aqui) para uma associação orquidófila talvez fique interessante negociar um valor fixo, e a entrada e número de pessoas fica por conta da associação.


Estava eu conversando com uma amiga agora mesmo pelo MSN e falávamos sobre o desânimo que muitas vezes dá para escrever no blog (como é meu caso) e ou postar fotos em listas de discussões sobre orquídeas. Importante acrescentar que esta minha amiga é uma orquidófila das mais tecnificadas que conheço, em grande parte pelo tipo de formação científica que tem, mesmo que esta não seja envolvendo plantas, mas a ciência em si lhe é algo cotidiano, tendo mais “jeito” com orquídeas do que muito biólogo e engenheiro agrônomo que conheço por aí...


Desânimo do tipo que tive depois de encaminhar recentemente, como de costume, um post para uma lista de discussão. Nesta ocasião, e também como que de costume, pouca gente parece ler, pouca gente responde, quase nunca emenda-se uma discussão... Mas nesta ocasião ouve um feed back no mínimo “interessante”, pois o post em questão sendo sobre habitats de orquídeas, e em uma postagem por alguém da lista sobre umas fotos de um habitat que a mesma pessoa havia conhecido ela me cita de uma maneira peculiar: 


“O Marcus V. Locatelli alguns dias atrás postou Nesta Mata tem Orquídeas? E confirmou uma observação que tenho feito, sem base em nenhum estudo, pesquisa ou afins como ele, somente admirando a Natureza e desfrutando o prazer de frequentar esse lugar lindo, rico e diverso ao longo dos últimos 12 anos.” 

 

Respondi citando um episódio escrito por Conan Doyle em que o Dr. Watson diz para o Sherlock Holmes que “Tudo é banal, uma vez explicado”, e acrescentei de maneira irônica que talvez a ciência serviria para não se gastar 12 anos no que poderia ser feito com 1 dia ou 5 minutos examinando uma imagem de satélite (de novo a idéia de EXATIDÃO que a ciência nos traz)... Dá também vontade de falar “perde tempo lendo meu blog não”.


Mais coisas frustrantes acontecem também na academia, como furtos e plágios de idéias.


É “estranha” esta mania das pessoas que de alguma forma menosprezam a ciência, quando ao mesmo tempo que se sentem confiantes em escrever livros, artigos em revistas ou na internet, justamente por acreditarem que possuem alguma bagagem “mais científica” ainda (mais EXATA sobre o tema).


Países de primeiro mundo valorizam mais ciência que o nosso, países com as maiores taxas de crescimento econômico também. Fiquei com preguiça de procurar fontes disso para citar por aqui, mas este é o tipo de coisa muito fácil de encontrar pela web e conferir.


A orquidofila no Brasil pelo que me parece, com preciosas exceções, valoriza o “achismo”, mas o importante é ser feliz, e de forma ignorante é mais fácil. 

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Propostas de temas para cursos e palestras sobre orquídeas

Ontem prelecionei mais uma palestra sobre ecologia de paisagens e habitats de orquídeas na reunião da Associação Orquidófila e Orquidóloga de Viçosa (AOOV).

Houve um feedback interessante do pessoal, considero que foi uma boa despedida.

Despedida porque estou indo para outros cantos por enquanto, mas quero voltar para fazer doutorado na UFV, ainda este ano, e vamos ver se as coisas darão certo.

Morar em Viçosa de novo, freqüentar a AOOV e atuar presencialmente no Núcleo de Pesquisas e Conservação de Orchidaceaes da UFV – NPCO – UFV são minhas intenções para um futuro próximo. Mas mesmo por agora indo para longe, felizmente me manterei vinculado ao grupo de pesquisa do NPCO-UFV.

O recém nascido NPCO-UFV se encontra na fase de construção de sua infra-estrutura, dentro do campus da UFV, e surgiu com a demanda por mais ciência na orquidofilia, bem como estudos orquidológicos mais elaborados.

Assim como este blog, minha idéia inicial era criar algo como um manifesto orquidológico.

A proposta de criação do NPCO-UFV é ambiciosa, mas está em um contexto privilegiado que é a Universidade Federal de Viçosa, no que se refere a patrimônio intelectual e outros recursos acadêmicos, então a princípio a brincadeira promete e nos entusiasma bastante.

A idéia é fazer da UFV um centro de inteligência de ponta no que se refere às orquídeas, assim como já é em outras áreas, estimulando a pesquisa concomitantemente à sua extensão, para beneficiar a sociedade.

 

PROPOSTAS DE TEMAS PARA CURSOS E PALESTRAS SOBRE ORQUÍDEAS

 

Marcus Vinicius Locatelli
Engenheiro Agrônomo - UFV
Mestre em Solos e Nutrição de Plantas - UFV
Blog Orquidolofia e Orquidologia: www.mvlocatelli.blogspot.com
MSN: marvinloc@hotmail.com

E-mail: mvlocatelli@gmail.com

 

 

1.          Introdução à família Orchidaceae. (30 minutos).

    • O que caracteriza uma Orchidaceae?;
    • Principais gêneros e espécie de orquídeas cultivadas no Brasil.

2.          Introdução ao cultivo de orquídeas. (1 hora e 30 minutos).

    • Escolha de espécies;
    • Idéias sobre diferentes métodos e técnicas de cultivo;
    • Planejamento da coleção;
    • Tecnologia de substratos;
    • Instalações para se cultivar orquídeas.

3.          Paisagens, habitats e ecologia de orquídeas – As orquídeas nos contextos ambientais nos quais se inserem. (1 hora e 30 minutos).

·                     Ecologia de paisagem – meio físico (solos, geologia e relevo) diferenciando os diferentes nichos ecológicos;

·                     Relação solos-vegetação-espécies de orquídeas;

·                     Micorrizas;

·                     Inimigos e amigos naturais das orquídeas – relativação dos conceitos e das interações das orquídeas com as outras formas de vida do ecossistema.

4.          Manejo integrado de pragas e doenças de orquídeas. (1 hora e 30 minutos).

·                     Identificação e caracterização das principais pragas e doenças das orquídeas;

·                     Empregando a ciência agronômica para se fazer um controle inteligente das pragas e doenças das orquídeas, priorizando a prevenção, mas também abordando assuntos como os produtos certos e as utilizações corretas dos mesmos quando forem necessários;

·                     Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas e medidas de segurança para a saúde humana e ambiental.

5.          Nutrição e adubação de orquídeas. (1 hora e 30 minutos).

·                     Líquens, micorrizas e matéria orgânica: como se dá a aquisição de nutrientes pelas orquídeas na natureza, envolvendo os diferentes tipos de ambientes (orquídeas rupestres, terrestres e epífitas).

·                     Uma resenha sobre o conhecimento científico relacionado.

6.          Genética de cores de orquídeas do grupo Cattleya. (1 hora).

·         Genes responsáveis pelos diferentes pigmentos nas flores das orquídeas do grupo das Cattleyas, e a implicação prática disso em cruzamentos e na escolha de um de cruzamento de orquídeas a ser adquirido.

7.          Semeadura in vitro de orquídeas usando um método alternativo. (só teórica 1 hora, ou teórica junto com prática 3 horas).

    •  Método alternativo, de baixo custo e bastante eficiente de se semear orquídeas in vitro utilizando-se de produtos acessíveis, sem a necessidade de capelas ou câmaras de fluxo laminar;
    • Escolha de matrizes, fecundação e armazenamento de sementes e armazenamento de políneas para serem utilizadas em cruzamentos futuros;
    • Cuidados com os frascos contendo os seedlings;
    • Retirada dos seedlings de dentro dos frascos para o ambiente externo – limpeza, plantio, estruturas de aclimatização e cuidados iniciais.

8.          Outros aspectos relacionados ao cultivo de orquídeas. (1 hora).

    • Uso de reguladores de crescimento vegetal, recuperação de plantas danificadas, dentre outros assuntos.

  

Ø     Todos os cursos e palestras são ilustrados com fotografias exclusivas, e contam com entrega de material escrito, também de conteúdo exclusivo, para cada participante;

Ø     Os valores de investimento são a combinar, pois variam de acordo com as quantidades de temas que serão de interesses, bem como com o número de participantes.