Mostrando postagens com marcador pragas de orquídeas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pragas de orquídeas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Monografia de pragas e doenças em orquidários finalizada - link para baixá-la aqui

Oi pessoal, 

muito obrigado por terem me ajudado respondendo as questões do questionário sobre pragas e doenças nos seus orquidários (mencionado neste post http://mvlocatelli.blogspot.com.br/2013/12/pragas-e-doencas-de-orquideas.html).



As contribuição de vocês foram muito enriquecedoras, as mesmas possibilitaram a visualização de um desenrolar sem fim de cenários e informações variadas, no entanto, neste primeiro momento, me contive em atender as exigências do curso de especialização em proteção de plantas que acabo de concluir.

A partir do endereço de email que muitos deixaram no questionário já enviei a monografia concluída, no entanto, alguns desses emails voltaram, provavelmente por algum erro de digitação do endereço correto, para esses que não receberam, e para os demais que tenham interesse, deixo aqui o link (https://drive.google.com/file/d/0B5I6PzPZfhovWENwTzVzaWFnNkE/edit?usp=sharing) para que acessem a versão final da minha monografia intitulada: PRAGAS, DOENÇAS E SEUS CONTROLES NO CULTIVO DE ORQUÍDEAS – CULTIVO COMERCIAL E CULTIVO AMADOR.

É um texto rápido, com colocações simples e panorâmicas, mas é um norte, não havia algo do tipo para o Brasil.

Por exemplo, há somente uma doença de orquídeas que possui produtos defensivos registrados/permitidos pelo Ministério da Agricultura, o que de certa forma nos coloca desarmados, não de produtos para o uso, que como todo mundo sabe há muitas opções facilmente adquiridas por aí, mas pela limitação de informações quanto ao uso desses, em se tratando de doses, periodicidades e finalidades. Através de estudos deste tipo é que se começa a movimentação para se tapar esses buracos.

A disposição, 

Marcus




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Fim da aplicação do questionário sobre pragas e doenças de orquídeas

Agradeço a participação das 370 pessoas que responderam o questionário comentado no post anterior (http://mvlocatelli.blogspot.com.br/2013/12/pragas-e-doencas-de-orquideas.html).

Agora a próxima fase é estudar as respostar e identificar os padrões em se tratando de doenças e cultivo de orquídeas nas mais variadas regiões do Brasil.

Em breve o resultado.

Grande abraço

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pragas e doenças de orquídeas - Questionário

O questionário abaixo diz respeito a uma parte da minha monografia para conclusão do curso de especialização em Proteção de Plantas, na Universidade Federal de Viçosa.

Dentre os objetivos, estão: levantar quais as pragas mais importantes que assolam a orquideocultura brasileira, e o que vem sendo feito no controle das mesmas; propor ajustes horticulturais como medidas de controle de pragas, e; dar o devido retorno de informações à sociedade orquidófila que está contribuindo com este trabalho.

Peço que faça a gentileza de responder, pois é o primeiro levantamento deste tipo de informação na orquidofilia brasileira.

Para auxiliar no questionário segue um guia ilustrado com fotos dos principais sintomas de pragas, doenças, desordens nutricionais, queimaduras de Sol nas folhas, vírus, algas, líquens, líquens e ervas daninhas que atrapalham o desenvolvimento das orquídeas.

A correta interpretação dos sintomas é crucial para o controle eficiente de pragas, que necessariamente se inicia com a identificação do problema, ou seja, sendo pragas, doenças, desordens nutricionais, queimaduras pelo Sol, etc. as medidas de controle são diferenciadas.

sintomas do ataque do inseto tripes

pulgões atacando flores e brotações de orquídeas
sintomas do ataque do percevejo-das-orquídeas (Tentecoris bicolor)

outros insetos que podem atacar diferentes órgãos das orquídeas


algas, líquens e musgos que atrapalham o desenvolvimento das orquídeas

sintomas do ataque do mofo-cinzento nas flores de orquídeas

ervas daninhas infestando vasos de orquídeas

podridões fúngicas em brotos, pseudobulbos, folhas e plantas inteiros em vasos coletivos de orquídeas

sintomas do ataque de caramujos/lesmas nas raízes e flores de orquídeas

sintomas de manchas foliares causadas por diferentes espécies de fungos que atacam as orquídeas

sintomas comprovados de vírus (Phalaenopsis, canto superior à esquerda) e de prováveis infestações de vírus

Sintomas e sinais de ataque de cochonilhas nas folhas e pseudobulbos de orquídeas

Sintomas do ataque de ácaros nas folhas de orquídeas


sintomas de queimadura solar pela incidência direta nas folhas das orquídeas

sintomas visuais de deficiências nutricionais nas orquídeas
PARA ACESSAREM O QUESTIONÁRIO, POR FAVOR CLIQUEM NO LINK:
https://docs.google.com/forms/d/1gh-d_oEKAwWXz99PA-AM4t4AwCETVTG3yqb5fspaHfE/viewform

terça-feira, 10 de março de 2009

Diferentes florações, diferentes flores.


"Oh amor poderoso, que faz de uma besta um homem, e de um homem uma besta" - conscientemente ou não, ou seja, por instinto (memória genética!!!) ou por aprendizado, temos a idéia que tudo na verdade é uma mera questão de "depende", na minha opinião no teatro de Shakespeare podemos identificar alguns bons exemplos de que equilíbrio de uma determinada coisa em relação às demais, e não necessária e unicamente a existência dela em um corpo ou em um contexto, é fundamental para acontecer uma dada resposta, várias ações e uma reação. Voltando ao post anterior, que traz a idéia de que as obras de arte se consagram justamente por serem elas harmoniosas e familiares aos sentidos. 

Consultando qualquer dicionário sobre o termo "equilíbrio" podemos ver que "proporção" sempre aparece, e o que consigo ver nessas palavras de Shakespeare citadas é, a interação entre os hormônios testosterona (força bruta, agressividade...), ocitocina e vasoprecina, salvo engano os dois últimos envolvidos com a sensação de prazer, sociabilidade, comportamento gentil... Deixo claro que reconheço que meu conhecimento sobre fisiologia animal é bastante vago, então, posso vir a passar vergonha diante de um médico fisiologista que eventualmente possa vir a ler este.

Na foto abaixo à esquerda, flores de uma Cattleya bicolor brasiliensis na floração de 2007, e na direita, a mesma, florida em 2009:













Chegou meio sofridinha, sem raízes, e em 2007 na primeira floração comigo saiu assim, mas notem a falta de simetria entre as anomalias nas flores anômalas... Espera-se que neste caso, anomalias de ordem genética sejam simétricas, ou seja, que as mesmas anomalias se repitam em ambas as pétalas e flores. Na foto abaixo vemos o "boom" de desenvolvimento que a planta teve, pseudobulbos mais velhos com menos de 30 cm de comprimento, e os dois mais novos com mais de 60 cm.


Agora, abaixo à esquerda, flor de uma Cattleya bicolor brasiliense, floração de 2008, com a flor expressando todo seu potencial genético em termos de armação de pétalas, apesar da planta também estar recém plantada, com poucas raízes, etc. E na foto à direita, a floração deste ano, 2009, com uma ligeira anomalia em uma das pétalas (também nenhuma simetria de anomalia):












As possíveis causas que desencadearam essas deformações nas flores são inúmeras, provável que no primeiro caso tenha havido uma interação entre estresses ambientais, dentre eles os relacionados a clima e fatores nutricionais, pois a planta também estava sem raízes e, portanto, sem conseguir absorver de maneira adequada água e nutrientes minerais, aí nos anos que se seguiram, com a planta já estabelecida, aclimatizada e enraizada as coisas mudaram. Mas no segundo caso imagino que o estresse tenha sido um só, um inseto, provavelmente um psilídio, que deu a "picada de prova" no botão da flor, o que causou desordens não só de ordem física mecânica, pois as células do botão da flor eram menores, e qualquer trauma por menor que seja, causa uma cicatriz que se amplia com o aumento do volume do tecido floral, e sabidamente insetos injetam toxinas com suas picadas, toxinas estas que causam desordens fisiológicas alterando a morfologia e até mesmo a cor dos órgãos afetados, justamente o que aconteceu, notem que parece que o sintoma de deformação e de coloração atípica tem um centro de origem, este possivelmente o local da picada.

Diante desses casos, comum aparecer alguém para dizer: "sua orquídea está com vírus", "joga ela fora"... Bom, o buraco é mais embaixo, lembre-se do equilíbrio entre as variáveis cuja maioria nem sequer conhecemos, e possivelmente compense esperar para ver se há repetição ao longo dos anos (princípio científico da VERIFICAÇÃO!), mesmo sendo, ou achando ser, exigente à qualidade.

 Embora seja sabido também que mesmos as picadas de prova dos insetos (a denominação técnica é realmente esta) que causam muitas injúrias e, inclusive podem transmitir vírus às plantas. Mas nesse caso aguardarei para ver ano que vem, afinal, não vejo nada demais de um aspirante à cientista ter um pouco de fé de vez em quando.

A principal mensagem que teria para passar neste post é que se adquiriu uma planta e logo na primeira floração ela não atendeu suas expectativas, paciência, ano que vem as coisas podem ser diferentes. 

 "O que seria mais importante, milhares de cavalos sem chifre, ou um cavalo com chifre dentre milhares sem???", não sei onde ouvi essa, mas achei legal a idéia que ela trás, digo porque determinados estímulos, combinados com o potencial genético dos indivíduos para responder a eles, ou ainda uma anomalia genética, intrínseca ao indivíduo, puxa vida que interessante, se quem estiver lendo este texto tiver uma planta dessas esquisitas e que eventualmente queira se desfazer dela, eu já adianto que eu aceito, especialmente se a anomalia for genética.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Abelhas comendo flores (retificado)










As arapuás ou abelhas-cachorro, Trigona spinipes (Fabr.), são importantes pragas agrícolas, especialmente para as lavouras de fruteiras, como as de maracujá, manga, jaca, abacate e banana, seja por se alimentarem de seus tecidos florais, ou outros tão quanto tenros, como também por inibirem os seus respectivos polinizadores, como a outra abelha, a mamangava nas flores do maracujazeiro, por exemplo, trazendo prejuízos aos agricultores.

Atacam também as orquídeas, especialmente os tecidos florais e, em menor frequência, outros órgãos mais tenros como gemas e as coifas das raízes.

Utilizam-se das substâncias dos tecidos florais não só para se alimentarem, mas também para edificações de ninhos.

O controle mais eficiente é o preventivo, destruição dos seus ninhos nas proximidades, embora exista a possibilidade de se controlar quimicamente, em ocasiões que você não tem como destruir o ninho pelo mesmo se encontrar na residência de algum vizinho.

Partes florais consumidas (as duas primeiras abaixo, bem como na segunda linha à direita, Cohniella jonesiana, e na segunda linha abaixo, a esquerda Cattleya forbesii).




















Atrapalhando cruzamentos: furtando políneas (ambas abaixo, Cattleya bicolor brasiliense), e











fazendo o papel das abelhas, polinizando para que haja a fecundação (ao lado e abaixo, Coppensia varicosa). Lembrando que não é muito vantajoso deixar isso por conta delas, pelo fato de nunca se ter certeza sobre a verdadeira planta doadora de pólen na ocasião.

















Pouco mais sobre a Trigona spinipes (Fabr.), aqui e aqui.